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A evolução do esporte eletrônico: profissionalização e investimentos se tornaram a base de um mercado mais amplo do que se imaginava

A gravação de músicas e de filmes de cinema, já são práticas centenárias nos dias de hoje. Por isso, ambas tiveram tempo o suficiente para serem aperfeiçoadas e popularizadas, até figurarem como as indústrias gigantescas que são. Ainda assim, com menos tempo de vida em relação às duas artes citadas, os jogos eletrônicos não só conquistaram seu espaço de forma rápida e assustadora, como já superaram cinema e música juntos em questão de faturamento, como apontam diversas pesquisas publicadas nos últimos anos (matéria do O Globo falando sobre o assunto).

Juntamente deste crescimento incrível, nasceram as competições de esporte eletrônico. Afinal, com a competitividade que os games trazem, aliada à natureza humana, não seria de se admirar que algo assim aconteceria. No entanto, quando mencionamos sobre a jovialidade dos games, a do e-sport logicamente se torna ainda maior, se tornando quase um bebê. Os torneios começaram a ganhar mais adeptos e mídia em meados dos anos 2000, e tiveram seu verdadeiro estouro mundial recentemente, com os praticantes realmente se profissionalizando em áreas ligadas ao assunto, desde atletas profissionais, que representam clubes, até narradores, comentaristas e afins.

Desta forma, o esporte eletrônico virou um verdadeiro ecossistema esportivo, assim como qualquer outra prática esportiva, que exige a capacidade física do atleta ou não. Clubes como a própria Team One contam com escalações de diversas modalidades como: Counter Strike:Global Offensive, League of Legends e Rainbow Six:Siege, as quais são completamente amparadas por um verdadeiro time de staff, que envolve desde o fundador da marca até treinadores, analistas, psicólogos e outros profissionais. A estrutura dada para que os atletas possam treinar e se desenvolver ao máximo, é mais um ponto que não pode e não deixa a desejar. Os jogadores profissionais praticam em time diariamente e até mesmo moram juntos nas famigeradas gaming houses, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, com tudo pago pela organização.

E é claro, nada disso é oferecido em vão. O vínculo entre os players e a Team One funciona como uma via de mão dupla. Isso porque atletas de altíssimo nível como os que fazem parte do clube, geram receitas de diferentes maneiras. Dentre as mais populares, podemos citar: premiações de campeonatos, ajudas de custo de produtoras e publishers como é o caso da Riot Games e live streams. Entretanto, podemos colocar a mídia no topo da pirâmide, como a chave principal que move tudo isso. Esta inclusive, atingiu um patamar altíssimo a ponto das competições serem transmitidas ao vivo na televisão, em grandes canais de esporte como “ESPN” e “SporTV”, e também figurar em editoriais específicas nos mais variados sites, que comportam desde as próprias “ESPN”, “SporTV”, “Globo Esporte”, “Esporte Interativo” e outros no mundo mainstream, até “Mais e-sports”, “XLG UOL”, “Draft5”, “HLTV” e mais como mídia especializada.

Além de tudo o que foi citado, não podemos de forma alguma deixar de citar os patrocinadores, que obviamente estão ligados à mídia estabelecida. Nos primórdios de tudo, as primeiras marcas que investiram tempo e dinheiro neste mercado foram as que já faziam parte do nicho: Intel, AMD, Razer, Steelseries, Samsung… porém, dado o progresso desenfreado da coisa toda, marcas não endêmicas também começaram a olhar para este mercado com bons olhos, até se iniciarem os primeiros investimentos milionários: Gillete, Audi, VISA, Nike, Adidas, BMW e Mercedez são apenas alguns exemplos. E assim, o nicho e o mainstream se misturaram de vez.

Alguns leigos no assunto até chegam a pensar que tal realidade está longe e completamente fora do padrão brasileiro. Porém, estes estão muito enganados. A própria Team One é um grande case de sucesso, que recebeu tanto ativações de marcas ligadas ao mercado, quanto outras que até então não faziam parte. Dentre algumas gigantes que têm foco no mercado eletrônico e até mesmo no esporte eletrônico, Intel, HyperX e Alienware são parceiras fiéis dos Golden Boys. Mas por outro lado, também existem as não endêmicos que citamos antes, como foi o caso da Kappa, que passou a confeccionar os uniformes do clube, e o da Fanta, famosa marca de refrigerantes que fechou uma parceria para a Grande Final do Campeonato Brasileiro de League of Legends 2017 (CBLoL 2017) e pôde posicionar a sua marca junto ao público jovem com sucesso, especialmente pelo fato da Team One ter surpreendido seus adversários e ter levado o título para casa, justo no seu ano de estreia no torneio.

Por fim, também é válido ressaltar a alta fidelidade do público do e-sport com as marcas que apoiam a prática. Por muito tempo, a atividade sofreu muito preconceito quando falamos sobre aceitação e reconhecimento. Por isso, os fãs da modalidade não medem esforços em apoiar quem apoia o que eles amam. Com isso, as marcas acabam encontrando uma verdadeira relação de “ganha ganha”, algo que buscam durante toda a sua existência, continuamente.

Desta forma, podemos concluir nosso pensamento com o termo que utilizamos anteriormente neste texto: ecossistema. O esporte eletrônico conta com diversas áreas sólidas, que não só conversam como crescem entre si. Os profissionais, as organizadoras de competições, as equipes e as marcas alcançam seus objetivos e progridem juntos, em um mercado ainda pouco explorado, mas que já se tem uma ideia da sua imensurável grandeza.

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